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O que é geração distribuída e como funciona no Brasil

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Já pensou em gerar a sua própria energia? É essa a ideia principal em torno do conceito de geração distribuída.

Conhecida por ser uma forma revolucionária de lidar com produção e consumo de eletricidade, esse modelo já funciona de forma regularizada no Brasil desde 2012 e vem ganhando cada vez mais adeptos.

Segundo os estudos da FGV Energia ,“considera-se geração distribuída toda produção de energia elétrica proveniente de agentes concessionários, permissionários ou autorizados (…) conectados diretamente no sistema elétrico de distribuição do comprador, exceto aquela proveniente de: hidrelétricas com capacidade instalada superior a 30 MW;  termelétrico, inclusive de cogeração, com eficiência energética inferior a 75%”.

Ou seja, Geração Distribuída, como o nome sugere, é a energia elétrica feita em pontos diversos, próxima ou no próprio local de consumo, como casas, empresas e indústrias, mas mantendo sua ligação à rede pública.

Nesse sentido, passa a existir um consumidor mais ativo, mais independente e menos vulnerável no que se refere às políticas governamentais que impactam diretamente no preço da tarifa de energia. E com essa remodelação, para descrever esse sujeito, surge também o termo “prosumidor”, que nada mais é do que a junção das palavras produtor e consumidor, já que agora ele pode assumir ambos os papéis.

Geração Distribuída no Brasil


No Brasil a geração distribuída foi regulamentada pela resolução 482 da ANEEL, em 2012. E, posteriormente atualizada pela resolução 687, de 2015.

Sendo assim, todo esse movimento ganhou mais força após a realização do acordo aprovado na Conferência das Nações Unidas. Ele diz sobre as Mudanças Climáticas (COP 21), em dezembro de 2015. E, assinado mais tarde em abril de 2016.  Esse encontro pode ser considerado um dos grandes impulsionadores da atividade. Além disso, fomentou a discussão no país sobre fontes energéticas mais limpas.

Ademais, existem outros aspectos discutidos a nível nacional. Eles encorajam debates e iniciativas sobre o futuro da geração de energia elétrica. Entre eles, a evolução demográfica e o crescimento da atividade econômica. Isso reflete diretamente em um substancial aumento do consumo de energia elétrica no país.

Dessa forma, foi estabelecida uma política de compensação de energia. Ela permite que sejam usadas fontes de energia renováveis, com destaque para a energia solar fotovoltaica.

Tudo isso caracteriza uma série de inovações voltadas para a economia financeira, a consciência socioambiental e a autossustentabilidade. E apresenta uma diferenciação entre o que se denominou de Microgeração e Minigeração Distribuída.

Entenda melhor essa separação!

Microgeração

É um sistema gerador de energia elétrica que se dá através de fontes renováveis. Assim, a potência instalada é inferior ou igual a 75 kW (quilowatts).

Minigeração

É um sistema gerador de energia elétrica, com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW (para fonte hídrica), que é também menor ou igual a 5 MW para as demais fontes renováveis (solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada).

Desde a regularização os números apontam um crescimento exponencial nesse segmento, atingindo em apenas cinco anos a marca de 10 mil conexões micro e minigeração distribuídas pela ANEEL. E de acordo com previsões oficiais de órgãos do setor, espera-se atingir uma marca superior a 1,23 milhão de sistemas conectados à rede até 2024, totalizando 4.557 MW de potência. Ainda, segundo o último dado divulgado de setembro de 2018, a potência instalada atual é próxima de 350MW.

Essa estimativa se deve também às ações do ProGD. Entenda!

O que é e como funciona o ProGD?

Ainda em 2015, foi criado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída, também conhecido como ProGD. O responsável foi o Ministério de Minas e Energia (MME), .

Desde então, o programa visa a criação de iniciativas que estimulem a geração de energia pelo próprio consumidor. Sempre com ênfase na fonte solar fotovoltaica.

Assim, essas ações são importantes para o desenvolvimento da geração distribuída. Já que a decisão de instalar a micro ou minigeração distribuída é do consumidor. E como a ANEEL não estabelece o custo dos geradores nem eventuais condições de financiamento, existem essas medidas de encorajamento.

Entre essas iniciativas estão:

– Municípios passem a adotar medidas de incentivo para a dedução de IPTU para a geração distribuída como é o caso do município de Palmas em TO;

– Dedução de imposto de renda por amortização de equipamentos;

– Aprovação na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado o projeto de Lei 371 de 2015. Esse projeto diz que o resgate do FGTS para aquisição de sistemas de microgeração;

– Estão disponíveis no mercado linhas de financiamento para a geração distribuída. São elas:  Mais Alimentos (Pronaf), Economia Verde (Desenvolve SP), Finem (BNDES), PE Solar (Agefepe), Crédito produtivo energia solar (Goiás Fomento), FNE Sol (BNB), Construcard (Caixa Econômica Federal), CDC Eficiência Energética (Santander), Proger (Banco do Brasil), Consórcio Sustentável (Sicredi). Além das empresas que oferecem soluções financiadas através de contratos de performance (ESCO) e aluguéis;

– A instalação de sistemas fotovoltaicos em universidades e escolas técnicas federais. Juntamente com o desenvolvimento de cursos voltados para a preparação de mão de obra para atender a esse novo mercado.

– Entre outros.

Dessa forma, tais ações voltadas se justificam pelos potenciais benefícios que pode proporcionar ao sistema elétrico. Isso nos leva ao próximo tópico!

Principais vantagens da geração distribuída

Economia e créditos na conta

O grande benefício para quem se torna um prosumidor é a economia obtida na conta de luz. Essa economia acontece após a instalação de um micro ou minigerador. E também se deve ao fato de que é possível acumular créditos na conta.

Quando a energia gerada no mês é superior ao consumo, os créditos são repassados. Assim, podem ser utilizados para diminuir o valor das contas de energia dos meses seguintes. Ou, ainda, podem ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular. Mesmo que sejam situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora.

Dessa forma, ao invés de ser armazenada em bancos de bateria, essa energia é injetada na rede da concessionária.

Esse tipo de creditação foi denominado “autoconsumo remoto”. E pode durar por até 60 meses, contados a partir da data de faturamento e depois perdem a validade.

Por exemplo, um sistema solar fotovoltaico pode chegar a alimentar até 100% da energia consumida. Seja em uma casa, empresa ou indústria, resultando em uma economia de até 95% na conta de luz.

Independência energética

Através do uso da geração distribuída, o consumidor passa a ter uma independência energética, pois se torna o responsável pela produção ele se desvincula das tarifas das distribuidoras.

Além de ficar refém da variação da inflação, do dólar e das previsões da economia, quando se está ligado às empresas distribuidoras ainda existem outros fatores que influenciam no valor, como a região de localização. E tudo isso acaba aumentando o valor a ser pago.

Minimização de impactos ambientais

Para se adequar à  modalidade de geração distribuída, é necessário que o consumidor utilize sistemas geradores voltados exclusivamente para fontes renováveis de energia.

Portanto, isso oferece um ganho significativo em sustentabilidade e qualidade de vida, tanto para ele mesmo como de forma geral.

Além disso, esse modelo evita impactos relacionados à construção de reservatórios e de longas linhas de transmissão para transporte de energia.

Desvantagens da geração própria de energia

Tornar-se prosumidor demanda um investimento considerável, além de um certo tempo e disposição para lidar com a burocracia inicial exigida para se adquirir um sistema gerador.

Como essas tecnologias são relativamente recentes e demandam de equipamentos em sua maioria importados, a aquisição de um desses sistemas ainda fica onerosa para o bolso da maioria dos consumidores.

E se isso for um impedimento para você, que está buscando apenas uma forma de economizar e ter uma energia mais limpa, a Metha Energia pode te ajudar!

Descubra como nós podemos trazer as vantagens da Geração Distribuída, sem ter que se preocupar com esses gastos citados acima. A geração distribuída vem se consolidando no mundo como uma das formas mais inteligentes de se produzir energia. O que você acha desse cenário tão promissor?

Deixe o seu comentário abaixo ou tire suas dúvidas. Queremos saber o que você pensa sobre esse assunto!

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